WhatsApp é alvo de queixas da UE após mudanças em política de privacidade

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O WhatsApp sofreu uma enxurrada de queixas nesta segunda-feira,12, da Organização Europeia do Consumidor e outras entidades a respeito da atualização de sua política de privacidade, que gerou críticas ao redor do mundo e levou alguns usuários a migrarem para aplicativos rivais, como Telegram e Signal.

Times Money Journal

Em janeiro, o WhatsApp introduziu uma política de privacidade que o permite compartilhar alguns dados com o Facebook e outras empresas do grupo. A empresa afirmou que as mudanças permitiriam que os usuários enviassem mensagens a empresas e não afetaria conversas pessoais.

A Organização Europeia do Consumidor (BEUC, sigla em inglês) e oito dos seus membros criticaram as mudanças e entraram com queixas na Comissão Europeia e na rede europeia de autoridades de defesa do consumidor, dizendo que o WhatsApp estava pressionando de maneira injusta os seus usuários a aceitarem suas novas políticas.

Leia também: WhatsApp vai avançar com mudança em termos de privacidade apesar de polêmica

“O conteúdo dessas notificações, a natureza delas, o timing e a recorrência colocam uma pressão indevida nos usuários e prejudicam sua liberdade de escolha. Logo, são violações da diretiva da UE sobre Práticas Comerciais Injustas”, afirmou o grupo em um comunicado conjunto.

“O WhatsApp não conseguiu explicar em linguagem simples e inteligível a natureza das mudanças…A ambiguidade equivale a uma violação da lei do consumidor da UE que obriga empresas a usarem termos de contrato e comunicações comerciais claros e transparentes”, disseram.

Um porta-voz do Facebook afirmou que “a ação da BEUC é baseada na incompreensão do propósito e do efeito da atualização dos nossos termos de serviço”.

“A atualização não expande nossa habilidade de compartilhar dados com o Facebook e não tem impacto na privacidade das mensagens com amigos ou familiares, onde quer que eles estejam no mundo. Nós gostaríamos de ter a oportunidade de explicar a atualização à BEUC para esclarecer o que ela significa às pessoas.”

Os grupos de defesa dos direitos dos consumidores pediram que a rede europeia as autoridades de proteção de dados da UE trabalhem juntas para tratarem da preocupações.

TelegramFonte: Reuters

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